‘Habits of Mind’ in the context of Physical Education: #7 Thinking Interdependently.

Thinking Together: How to Develop the Mental Habit of Interdependence in Physical Education Classes.

Physical Education goes far beyond the development of motor skills. It is also a valuable space to work on socio-emotional and cognitive skills — such as the “Habits of Mind,” created by Arthur Costa and Bena Kallick. One of the most potent examples of the school environment is “Interdependent Thinking.”

But how can this habit be applied practically with children around 10 years old in Physical Education classes? Below, we explore the concept and offer concrete ideas for its use in everyday school life.

What is “Interdependent Thinking”?

It is the ability to work collaboratively in a group, building with colleagues, respecting different points of view, and contributing to common goals. Instead of acting competitively or in isolation, the student learns that thinking together is more powerful than feeling alone.

Why work on this in Physical Education?

Physical Education is naturally collaborative: games, activities, and dynamics involve rules, turns, communication, and empathy. With the teacher’s appropriate mediation, these situations can become rich opportunities to develop interdependent thinking.

Strategies for applying “Interdependent Thinking” in the classroom

1. Cooperative Games

Replace purely competitive activities with games in which the group needs to achieve a goal together — such as keeping a ball in the air, creating a course with ropes, or crossing a space without touching the ground.

Example: “Balloon Race” — students, in pairs or trios, must run holding a balloon between them, without using their hands. They need to talk, adjust their steps, and trust each other.

2. Group Reflection

After the activities, set aside time for a discussion circle with questions such as:

  • “What helped the group function well?”
  • “Did anyone have an idea that helped the others?”
  • “How did you resolve conflicts?”

This develops metacognition and strengthens collective consciousness.

3. Leadership Rotation

Create moments where each child has a chance to lead a small group activity. Teach that leadership is not about giving orders but rather about listening, organizing, and motivating time.

4. Team Mission

Create “mission challenges” where each student has a specific role (e.g., observer, encourager, and performer), and everyone must work together to achieve the goal. This reinforces that each role is essential and that success comes from collaboration.

Tips for the Teacher

Model the language of interdependence: use phrases like “Let’s think together?”, “How can you help each other?”

Value the process more than the outcome.

Give specific positive feedback: “I liked how you helped each other complete the circuit.”

Conclusion

By cultivating the habit of thinking together, the PE teacher is not only developing athletes—they are creating more empathetic, aware, and collaborative citizens. And that, indeed, is a highlight for the entire school.


(PT-BR)

‘Hábitos da Mente’ no contexto da Educação Física: #7 Pensando de forma interdependente.

Pensando Juntos: Como Desenvolver o Hábito Mental da Interdependência nas Aulas de Educação Física

A Educação Física vai muito além de desenvolver habilidades motoras. Ela também é um espaço valioso para trabalhar competências socioemocionais e cognitivas — como os “Habits of Mind” (Hábitos da Mente), criados por Arthur Costa e Bena Kallick. Um dos mais poderosos deles para o ambiente escolar é “Pensar de Forma Interdependente” (Thinking Interdependently).

Mas como aplicar esse hábito de forma prática com crianças de cerca de 10 anos nas aulas de Educação Física? A seguir, exploramos o conceito e oferecemos ideias concretas para o seu uso no cotidiano escolar.

O que é “Pensar de Forma Interdependente”?

É a habilidade de trabalhar em grupo de maneira colaborativa, ouvindo ativamente os colegas, respeitando diferentes pontos de vista e contribuindo para objetivos comuns. Em vez de agir de maneira competitiva ou isolada, o aluno aprende que pensar junto é mais poderoso do que pensar sozinho.

Por que trabalhar isso na Educação Física?

Porque a Educação Física é naturalmente colaborativa: jogos, brincadeiras e dinâmicas envolvem regras, turnos, comunicação e empatia. Com a mediação adequada do professor, essas situações podem se transformar em oportunidades ricas para desenvolver o pensamento interdependente.

Estratégias para aplicar o “Thinking Interdependently” nas aulas

1. Jogos Cooperativos

Troque atividades puramente competitivas por jogos onde o grupo precisa alcançar uma meta em conjunto — como manter uma bola no ar, montar um percurso com cordas, ou atravessar um espaço sem tocar o chão.

Exemplo: “Corrida dos Balões” — os alunos, em duplas ou trios, devem correr segurando um balão entre si, sem usar as mãos. Eles precisam conversar, ajustar seus passos e confiar uns nos outros.

2. Reflexão em Grupo

Após as atividades, reserve um tempo para roda de conversa com perguntas como:

  • “O que ajudou o grupo a funcionar bem?”
  • “Alguém teve uma ideia que ajudou os outros?”
  • “Como vocês resolveram os conflitos?”

Isso desenvolve a metacognição e fortalece a consciência coletiva.

3. Rodízio de Liderança

Crie momentos em que cada criança tenha a chance de liderar uma atividade em pequenos grupos. Ensine que liderar não é mandar, mas ouvir, organizar e motivar o time.

4. Missões em Equipe

Crie “desafios de missão” onde cada aluno tem um papel (ex: quem observa, quem incentiva, quem executa) e todos precisam atuar juntos para cumprir o objetivo. Isso reforça que cada função é importante e que o sucesso vem da colaboração.

Dicas para o Professor

  • Modele a linguagem da interdependência: use frases como “Vamos pensar juntos?”, “Como vocês podem se ajudar?”.
  • Valorize o processo mais do que o resultado.
  • Dê feedback positivo específico: “Gostei de como vocês se ajudaram para completar o circuito”.

Conclusão

Ao cultivar o hábito de pensar interdependentemente, o professor de Educação Física não está apenas formando atletas — está formando cidadãos mais empáticos, conscientes e colaborativos. E isso, certamente, é um gol de placa para toda a escola.


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